Centro Cultural Indígena de Aruanã expõe e comercializa artesanatos das aldeias Buridina e Bdeburé

13 de setembro de 2026 às 14:35

Comunidades indígenas contribuem para a conservação do Cerrado em seus territórios e são contempladas com recursos do PSA Comunidades Tradicionais da Secretaria de Meio Ambiente

Com recursos do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Comunidades Tradicionais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Centro Cultural Indígena de Aruanã é utilizado pelas comunidades indígenas das aldeias Buridina e Bdeburé para exposição e comercialização dos artesanatos produzidos pelas famílias.

O local também recebe visitantes interessados em conhecer a cultura local. As peças expostas são produzidas com materiais como fibras e barro, e a comercialização contribui para a geração de renda das famílias. As comunidades indígenas e quilombolas de Goiás recebem recursos do PSA porque contribuem para a conservação do Cerrado em seus territórios.

Espaço de memória
Além da comercialização do artesanato, as comunidades pretendem ampliar o papel do Centro Cultural como espaço de preservação da memória. A presidente da Associação das Aldeias Buridina e Bdeburé, Mayalu Ratamaroe, explica que ainda há fotografias de gerações anteriores que poderão integrar exposições no local e ajudar a apresentar aos visitantes a história de quem veio antes. “Quero ser uma inspiração para os novos que vierem também, para não deixar isso aqui morrer e sempre levar a nossa cultura adiante”, disse a presidente, que é filha da cacique Valdirene Mahudike.

PSA Comunidades Tradicionais
O PSA Comunidades Tradicionais prevê R$ 18 milhões para financiar projetos de comunidades indígenas e quilombolas que conservam o Cerrado em seus territórios. Depois de se inscrever e ser habilitada no programa, cada comunidade apresenta as iniciativas que considera prioritárias. As propostas aprovadas são transformadas em projetos e financiadas pela Semad.

O valor destinado a cada comunidade é calculado com base em critérios como a área de vegetação nativa preservada e o número de moradores do território. Os recursos podem ser usados em projetos de saúde e bem-estar, turismo, artesanato e biojoias, cultura, sagrado e religiosidade, além de produtos do Cerrado e da agricultura familiar, sempre com acompanhamento técnico e prestação de contas à Semad. Os projetos podem durar de 12 a 36 meses, e a aplicação dos recursos é acompanhada pela Semad por meio de monitoramento técnico e relatórios semestrais.

Fotos: Semad

Legenda: Centro Cultural Indígena de Aruanã expõe peças produzidas pelas aldeias Buridina e Bdeburé

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Governo de Goiás